Eu não quero ser otário. Essa coisa de falar, perguntar se vai rolar é brabo. Sabe? Imagina só: se eu pergunto se ela vai e ela não vai. Fico como? Que ela venha até aqui. Me cansei de ir. Ir. E ir. Que papo de gente idiota. Imagina só se eu chamo ela praquele rolê e ela diz que vai ver TV. Você acha que acredito nessa, mano? A mina é maneira, bonita e leve. Mas se eu for até ela, eu vou ficar de greve, ela vai rir da minha cara e dizer que não tá na minha. Que é coisa da minha cabeça. Cresça! Então, eu não vou ser otário não, sabe coé? Um dia ela vai querer e eu vou saber. É. Eu vou. Um dia ela vai dar o sinal que posso ir um pouco mais. Mas agora, mano, eu não vou não. Me disseram que dar um gelo é o que conquista a paz. Não falar é o que resolve. Quem sabe encontro ela na esquina. Se provoco, ela foge? Não. Não vou ser igual aos outros. Tô de boas aqui na minha, imaginando eu e ela olhando pro mar. Eu sei que se ficar aqui, ela vai me encontrar.
Eu não entendo porque ele é assim. Vai, fica, vai, volta, não volta, não sabe o que quer. Já falei pra minhas amigas que tô cansada desses caras que ficam nessa dúvida ao invés de ver qual é. Eu já demonstrei que eu quero, que tô aí pro chamego, pro abraço, pro sossego e ele se diz mané. E talvez seja uma mané. Eu aqui toda disposta a aceitar uma proposta e ele sem saber o que quer. Me cansei de esperar, esse cara é um idiota, quando chega, logo dá volta e não se mantém em pé. Me diz logo o que c quer. Se vai ficar ou ir embora porque bobo tu não é. Se ele não vem porque não vou e eu não vou porque ele não vem, nunca vamos dar um rolé.
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