quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Sem abrir os olhos

Em tempos em que o valor está escasso e que o que transborda tem sido ignorado, encontrar o equilíbrio em poucas coisas e gestos simples nos preenche. Às vezes, me sinto andando nas ruas, reparando a lua e como ela é bonita estando tão só numa imensidão. Sinto o vento passar por mim me trazendo a sensação de liberdade e grandeza do mundo onde caminho. Essa euforia de sentir-se preenchida, renovada e bem vinda te faz querer enxergar mais, observar mais e admirar tudo o que vê pela frente. Ignoro o futuro e o caminho obscuro. Estou olhando pro agora e vejo um horizonte la fora, tão bonita a aurora e a ideia de estar contente. Reclama-se de problemas, dias tristes ou fases ruins e esquece-se de falar da bondade, do que traz felicidade e sentimentos preenchedores. Vou deitar na areia, observar o mar e curtir toda essa maresia de cheiro bom que o vento traz. Espero que o tempo passe devagar, que o calor de dois corpos dure até o termômetro queimar. Valorizar o presente, mostrar os dentes, sem abrir os olhos.

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