Para ela era difícil acreditar que a vida poderia trazer mais do que ela poderia querer. Ela queria demais, fazia demais, percorria demais, sempre demais, sem se cansar, sem esperar, sem deixar a vida trazer. Ansiosa, teimosa e pessimista achava que se não mexesse seus dedos e mudasse as situações não conseguiria algo ter. E sempre que o inesperado acontecia pensava que era milagre, raridade ou vaidade do tempo com seu ser. Nunca acreditara na verdade, que era clara e estava na cara, precisa apenas viver. Roubava, alterava e não se aquietava com o que conquistara, porque tinha pressa sem perceber. O tempo lhe pregando peças, mas ela teimava em não ver. Ladra do destino e das horas, não consegue perder a mania de não esperar para ver. Agora mais uma vez se entristece com o que de errado acontece, pois no tempo quis se meter.
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