segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Trade off

A leveza da brisa no calor do Rio
Mergulhar no mar e sentir arrepio
Ou fazer um discurso de agradecimento
Expondo à todos, com sorriso, seu maior talento

Apostar seu dinheiro em uma ideia genial
Mesmo quando todos dizem ser surreal
Ou abrir mão da liberdade
Tentando entender no amor, a felicidade

Fazer amizades de peito aberto
Aprendendo com eles o errado e o certo
Ou ensinar aos seus filhos que amigos são os pais
Que uma pessoa é passageira, ela vem, mas ela vai

Eleger o orgulho como o mais nobre sentimento
Mesmo quando ouvimos diferentes argumentos
Ou falar o que pensa sem vaidade
Deixando claro e transparente sua maior verdade

Escolher e desistir, focar e evoluir.





sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Registro de um avanço

Hoje tenho a ousadia de dizer que não cansei, que não corri, que não cheguei e que nem ao menos disse nada. Tudo porque fiquei parada, sentada, plantada olhando o céu escurecer e clarear. Eu olhei para as horas desejando que elas passassem mais rapidamente e me vi no espelho cada vez mais lenta. Fui uma contradição entre o querer e poder. Querer correr, mas ficar. Querer dizer, mas calar. Querer estar, mas desaparecer. 99 pessoas me disseram para ser forte, mas apenas eu sabia que ser forte era minha maior fraqueza. Tenho intenções intensas e determinadas, mas aprendi atitudes sóbrias, calmas e maduras. Eu pude esperar, sentir o momento, engolir cada lágrima, esperar, querer dizer coisas e apagar, esperar, discar o número no telefone quase apertando ligar, mas esperar... Sim eu esperei, e enquanto escrevo este texto, continuo esperando. Se vai demorar, não sei. Mas com tanta espera e sobriedade, eu pude aprender que nenhuma atitude ou passo deve ser dado sem sentir o tempo. Correr e fazer deixa marcas fortes no caminho, esperar é um dom que aprendi. Eu avancei sem sair do lugar. Eu avancei porque agora sei aguardar... 

Nem toda fase ruim é em vão, vão é passar os dias sem aprender nada.

Registro e agradeço, obrigada.

domingo, 12 de outubro de 2014

Além

O preenchido nunca foi o suficiente se o objetivo é transbordar. Impor limites não teria graça se não fosse para quebra-los. Até na linha de chegada, passarei da faixa fazendo com que a corrida dure só mais alguns segundos. Te olho nos olhos, sorrindo com as dobras da pele que os envolve. Nada precisa ser dito, entro no seu infinito muitas vezes marrom, outras colorido. Sinto mais do que pensava ser, sinto além do que seria compreensível. Eu fui além, eu sou além. Eu transbordo, em você.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Sem abrir os olhos

Em tempos em que o valor está escasso e que o que transborda tem sido ignorado, encontrar o equilíbrio em poucas coisas e gestos simples nos preenche. Às vezes, me sinto andando nas ruas, reparando a lua e como ela é bonita estando tão só numa imensidão. Sinto o vento passar por mim me trazendo a sensação de liberdade e grandeza do mundo onde caminho. Essa euforia de sentir-se preenchida, renovada e bem vinda te faz querer enxergar mais, observar mais e admirar tudo o que vê pela frente. Ignoro o futuro e o caminho obscuro. Estou olhando pro agora e vejo um horizonte la fora, tão bonita a aurora e a ideia de estar contente. Reclama-se de problemas, dias tristes ou fases ruins e esquece-se de falar da bondade, do que traz felicidade e sentimentos preenchedores. Vou deitar na areia, observar o mar e curtir toda essa maresia de cheiro bom que o vento traz. Espero que o tempo passe devagar, que o calor de dois corpos dure até o termômetro queimar. Valorizar o presente, mostrar os dentes, sem abrir os olhos.

domingo, 20 de julho de 2014

A menina que roubava o tempo

Para ela era difícil acreditar que a vida poderia trazer mais do que ela poderia querer. Ela queria demais, fazia demais, percorria demais, sempre demais, sem se cansar, sem esperar, sem deixar a vida trazer. Ansiosa, teimosa e pessimista achava que se não mexesse seus dedos e mudasse as situações não conseguiria algo ter. E sempre que o inesperado acontecia pensava que era milagre, raridade ou vaidade do tempo com seu ser. Nunca acreditara na verdade, que era clara e estava na cara, precisa apenas viver. Roubava, alterava e não se aquietava com o que conquistara, porque tinha pressa sem perceber. O tempo lhe pregando peças, mas ela teimava em não ver. Ladra do destino e das horas, não consegue perder a mania de não esperar para ver. Agora mais uma vez se entristece com o que de errado acontece, pois no tempo quis se meter.

domingo, 13 de julho de 2014

Calma!

"Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu"

Minha transparência é notável, não sei fingir, não sei ser outra pessoa, essa sou eu, o inverso da música tentando senti-la.

sábado, 5 de julho de 2014

Foi rápido

Olhei, tentei não olhar. Olhei de novo, tentei disfarçar. Olhei mais algumas vezes, tentando entender. Entender o que me chamou atenção, atenção em você. Agora olho, sem olhar, nas lembranças dos seus olhares de vidro. Sorriso seguido de olhar, olhar seguido de sorriso. Por trás desse objeto transparente, será que enxergas ou mente, sobre seu jogo inocente e olhar desprendido. Quero olhar de novo ou talvez sempre, entrando em uma nova corrente, que sempre me puxa e prende, do mundo que foi vivido.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Uma história vivida por dois, mas contada por um.

Ela se viu gloriosa quando finalmente o tal do rapaz que apenas passava por ela resolveu enxerga-la, com o caminho livre e o otimismo no rosto, não exitou em dizer tudo o que pensara enquanto te observara por meses em sua rotina meio atrapalhada. Aquela menina finalmente agora tinha alguém para com quem pudesse compartilhar seus medos, segredos e até desejos mais secretos. Os dias passando, ambos se conhecendo, aprendendo e se entendendo. Ela se lembra até hoje do primeiro beijo no carro, com medo de ser apenas um. Lembra-se também da primeira vez que ele pegara sua mão como sinal de aprovação, um pouco fora do comum. Horas passando, saudade aumentando, relógio apitando e a vontade de ver e tocar parecia absurda como não haviam imaginado. Quando se viam, mudavam de plano, pensavam até que era engano tanta coisa em sintonia. Um dia separados, foi um tormento danado, maldade e angústia que os abriu os olhos. Estavam apaixonados, eram amantes ou namorados, queriam estar lado e lado e se completar cada vez mais. Quando finalmente conseguiram, deram um abraço apertado, um beijo demorado e tiveram a certeza. Era um amor encapuzado, misturando presente e passado, confuso e enraizado que trazia com ele o medo de ser apenas passageiro. E assim foi... Mas ela, romântica e doce, preferiu guardar cada piada sem jeito, frases de duplo sentido, apelidos animais e estranhos, treinos descontraídos, jogos competitivos, fugidas, o famoso caldo verde, a cama apertada, o ventilador forte na cara, o pelo que fazia espirrar, todo aquele macarrão com feijão e 10 bananas por dia, as risadas, ah principalmente as risadas, os desafios antes de dormir, aquela primeira noite virada, o carnaval, o show do cantor preferido dela e todos os outros momentos que os tiraram da realidade problemática e agitada. Ela lembrara de cada dia dos 57 dias no país das maravilhas. Seu príncipe encantado que passara em seu castelo, pintou seu mundo de amarelo e foi embora. Para guardar sua passada, sem angústia ou mágoa, guardou tudo na memória e nunca mais jogará fora. Ela disse: adeus, não demora, tome cuidado la fora, seu retorno é complicado, mas sabe o caminho contrário, seu amor está guardado, esperando sua volta.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Pedras

Passa o tempo, passa o momento. Tudo outra vez. Pego a pedra e penso mais uma vez. Se largo, se taco ou esmago, não sei. Olho pra frente e vejo algumas pedras, tacadas na pressa, sem volta ou vez. Ja tocaram o chão e perderam a graça. Graça que mata e disfarça. Graça de não sei o que. Não quero risada. Quero tacar esta pedra como uma petala no mar, talvez.

sábado, 29 de março de 2014

Contraditório

Tão difícil entender porquê. Tão anormal saber o que. E surreal estar assim. Por que no leve toque e piada sem nexo você consegue me destruir e contribuir? Piadas péssimas, de risadas maléficas, que só me fazem rir. É um palhaço da fantasia rara, doce vivência, que me faz sorrir. Se foges sinto saudade, se me tens peço piedade, pois não sei pra onde ir. Quando perto, quero mais, quando longe, penso mais e no meio termo, não vou decidir. E o que é belo o tempo traz, o que é feliz você me faz, tão bobo, tão sagaz, eu te odeio e não suporto mentir.

terça-feira, 18 de março de 2014

Crise

Posso eu escrever um texto sem sentido? É que às vezes não vejo sentido nos dias que se passam. Indo mais a fundo, as pessoas também não fazem sentido. Eu mesma, vivo entrando em contradição, mudando de opinião, sentimento e humor. Que sentido faz tanta volta? Sentido não deveria ser único e contínuo? Confuso. Eu não vou concluir nada nesse desabafo porque nem o final faria nexo com o que falo. Só não vejo sentido, direção e normalidade em nada, nada mesmo. Surpresa. Espanto. Alegria e tristeza.

Sem fim, sem sentido.
Mas, seguindo em frente.