Se eu pudesse, me apaixonaria pelo menos uma vez por mês.
Imagine só: um encanto por mês, 12 paraísos por ano. Apaixonar é encanto,
música sem instrumentos, canto sem voz, brisa sem vento, é metafórico,
imaginário, mas tão bonito. A paixão lhe tira da realidade, do sufoco, daqueles
probleminhas pessoais que te tiram do sério algumas vezes por dia. Um beijo ou
abraço apaixonado cria uma dorzinha gostosa no peito, uma sensação de
preenchimento e felicidade que nem ganhando um milhão de reais você chegaria em tamanho esplendor. Se eu me apaixonasse uma vez ao mês, eu faria de cada pessoa
a mais feliz do mundo durante 30 dias e no 30º eu diria "Adeus" sorrindo e
agradecendo por cada fagulha gostosa no peito. Não haveria dor nem sofrimento,
pois no dia seguinte surgiria outra paixão, outro nome, outra história, outro
beijo e novas pontadas. Meu coração seria renovado todo mês, sem mágoa, sem
choro, mas só alegria. Ele seria tão inflado, que no ano novo, eu nem
precisaria usar calcinha de cor alguma, talvez, uma amarela para ganhar algum
dinheiro para viagens românticas, quem sabe? O trabalho teria mais vida, os
problemas teriam saídas, eu passaria pela rua dando bom dia do 1º ao 30º dia...
Mas, eu não posso acumular paixões, eu não posso sorrir para
sempre, não há pessoa que não lhe machuque pelo menos uma vez na vida, seja de
forma simples ou de forma arrebatadora. A paixão é tudo aquilo que eu disse que
sentiria uma vez por mês, mas ela é um investimento de alto risco, você sorri,
você chora, você se encanta e se decepciona. O desafio está em saber se
apaixonar 12 vezes por ano pela mesma pessoa, 30 vezes por mês também, ou quem
sabe até 24h por dia. Fácil se apaixonar, difícil repetir com a mesma história,
mesmo beijo, mesmo abraço. Mesmo que o ano não tenha 12 paraísos, eu tentaria
12 vezes até conseguir vencer tal desafio, quanto maior o risco, maior o ganho
e se apaixonar é maravilhoso, quando recíproco.
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