domingo, 20 de julho de 2014

A menina que roubava o tempo

Para ela era difícil acreditar que a vida poderia trazer mais do que ela poderia querer. Ela queria demais, fazia demais, percorria demais, sempre demais, sem se cansar, sem esperar, sem deixar a vida trazer. Ansiosa, teimosa e pessimista achava que se não mexesse seus dedos e mudasse as situações não conseguiria algo ter. E sempre que o inesperado acontecia pensava que era milagre, raridade ou vaidade do tempo com seu ser. Nunca acreditara na verdade, que era clara e estava na cara, precisa apenas viver. Roubava, alterava e não se aquietava com o que conquistara, porque tinha pressa sem perceber. O tempo lhe pregando peças, mas ela teimava em não ver. Ladra do destino e das horas, não consegue perder a mania de não esperar para ver. Agora mais uma vez se entristece com o que de errado acontece, pois no tempo quis se meter.

domingo, 13 de julho de 2014

Calma!

"Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu"

Minha transparência é notável, não sei fingir, não sei ser outra pessoa, essa sou eu, o inverso da música tentando senti-la.

sábado, 5 de julho de 2014

Foi rápido

Olhei, tentei não olhar. Olhei de novo, tentei disfarçar. Olhei mais algumas vezes, tentando entender. Entender o que me chamou atenção, atenção em você. Agora olho, sem olhar, nas lembranças dos seus olhares de vidro. Sorriso seguido de olhar, olhar seguido de sorriso. Por trás desse objeto transparente, será que enxergas ou mente, sobre seu jogo inocente e olhar desprendido. Quero olhar de novo ou talvez sempre, entrando em uma nova corrente, que sempre me puxa e prende, do mundo que foi vivido.