Tenho que aprender a fazer o oposto.
Tenho que entender que o silêncio é o que atrai a curiosidade.
Que o medo e a insegurança fazem as pessoas ficarem mais perto.
Tenho que aprender a fazer o contrário.
Tenho que entender que quando alguém quero, não devo, não peço.
Que devo fingir indiferença, maturidade e segurança. Fingimento.
Tenho que aprender a viver o agora.
Porque quando a gente quer algo, a gente vive o futuro.
Que na verdade de tão longe, nos faz perder tempo e perder tempo nos causa falta de entendimento.
Tenho que aprender a viver ao verso, virar a folha e esconder a fragilidade da mesma, que se amassa, se transforma, mas que possui dois lados: um aberto, confuso e inseguro e um fechado, seguro e esperto.
Virei a página.
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