terça-feira, 5 de outubro de 2021

Sentir exatamente com é

Sentir demais

Quando alegria, expando

Quando decepção, sinto uma ponta

Uma ponta de dor que me pergunta “por que?”

Uma ponta que me aponto e desconfio de mim mesma

Seria eu culpada de ações que não são minhas?

Quando machuco, porque também machuco

Eu também sinto a ponta

Eu não gosto de machucar

Quando é o oposto, eu me pergunto se machuquei para tal

Afinal, tudo volta, né?

Eu acredito tanto na volta que espero voltar

Pra você também

Porque eu não quero te ensinar como fazer

Não quero te ensinar como amar

Não quero te ensinar a ser como eu

Porque não há como ser como eu

E por isso não deveria esperar isso de você

Não deveria esperar isso de ninguém

Mas, eu espero

Mesmo não sendo o certo, eu sempre espero

Porque a gente enxerga e faz como é

E mesmo que devesse, espera

Espera uma troca, um espelho, um sorriso

E se recebemos tudo diferente

Vem a ponta de novo

Eu já falei que ela dói?

Mas, tá tudo bem

A ponta que aponta e desaponta tem seu ponto

E quando se vai é a hora de expandir

Porque também sou sorriso e não esperar nada

Também sou alegria e compartilhar por querer

Sem esperar

Sem receber

Sentir

Ser