A tecnologia que veio com objetivo de otimizar nossa comunicação, acabou destruindo o tempo, a saudade e tudo que fazia nosso coração vibrar. Antigamente, os amores imploravam por uma carta ou ligação, que ao chegar lhe arrancavam um sorriso e ardia o coração. Hoje, falamos com nossos amores a cada 2 ou 3 minutos, no começo, cada vibração do celular, se torna um pulo a mais no coração, que agora está agitado de tanta empolgação com algo novo. Mas, com o tempo, por acelerarmos as chamas das cartas e ligações, que antes levavam até dias, a fogueira se ascende rápido, mas também se apaga, na mesma velocidade. Temos tanta pressa que não conseguimos pensar e nem ao menos sentir saudades. Falamos sobre tudo muito antes de conviver, convivemos tudo muito antes de unir em matrimônio. E quando fazemos tudo aquilo que pensamos em tão pouco tempo, chega uma hora que esgotam as possibilidades, as viagens, as aventuras, as posições e os assuntos. Fica tudo tão vazio e sem graça, e, acaba. Acaba como se nada daquilo tivesse objetivo, um mês se torna um conjunto de lembranças inesquecíveis, um mês que poderia ser vivido em um ano, um mês correndo, um mês com pressa. De tanta pressa, com tantos sentimentos vividos tão intensamente, ninguém respira e logo começa a pirar. Cada fagulha se torna uma tempestade, porque o tempo está correndo e amanhã pode não existir mais nada. Essa geração não vive, ela atropela, ela quer tudo e pra já, ansiosa e intensa. Será que não percebem que o tempo precisa de brisa, de calma e que certas coisas precisam acontecer depois de longos momentos e com mais conhecimento de quem está ao seu lado!? Parem com isso, e já! Respirem! Sintam a leveza da espera, a chama da saudade e a vontade de experimentar coisas quando ainda se tem muito tempo, sem acelerar.